terça-feira, 12 de Maio de 2009

Vida e obra de Martin Luther King

Estados Unidos da América apesar da sua prosperidade económica tinha um sistema politico que não conseguiu ultrapassar alguns dos problemas mais graves e chocantes. É um país como vários estados tendo cada um deles leis próprias. Os Estados Unidos da América é um país de contrastes onde podemos salientar situações de miséria, fome, desemprego e o racismo. O racismo sempre foi mais evidente no Sul dos EUA nos anos 60 John F. Kennedy abordou directamente problemas nomeadamente no racismo e a desigualdades de direitos, procurando modificar uma legislação chocante que apoiava os interesses racistas. Nesta luta contra o racismo destacou-se o pastor Martin Luther King. Martin Luther King nascido em 15 de Janeiro de 1929, era negro.

Aos 18 anos decide tal como ao seu pai ser pastor da Igreja Baptista, após vários anos de estudo no seminário e várias Universidades. Foi-lhe confiada uma paróquia Montgomery zona na qual se sentia de uma forma muito violenta os problemas sociais e raciais. Ao contrário do que acontecia, a maioria dos negros Luther King não tinha problemas económicos. Em 1955 inerente ao radicalismo racista, uma negra foi presa por não cedido um lugar a um branco. Luther King dirige um movimento no qual a comunidade negra reage com uma original forma bruta recusando-se a utilizar os transportes públicos enquanto a segregação se mantive-se. Este boicote durou mais de um ano até que o supremo tribunal declarou inconstitucional à segregação nos transportes públicos. Luther King torna-se no dirigente da campanha a favor da igualdade de direitos, sendo este o principal foco da sua vida.

Foi 15 vezes preso, explodiu-lhe uma bomba em casa e intimidavam-no. Luther King defende uma luta não violenta, o chamado pacivismo activo seguindo a linha da orientação Ghandi. Utilizou as marchas de "liberdade" para chamar a atenção da opinião pública contra a discriminação, estas marchas eram pacificas sendo a mais famosa de 1963 que reuniu de 250000 pessoas incluindo 50000 brancos frente ao congressos de Washington. Foi nesta marcha que Luther King inicia o seu discurso com face a - "I have a dream" (eu tenho um sonho). O sonho era a igualdade entra todos os Americanos independentemente da sua raça. Em 1964 foi-lhe reconhecida toda a sua luta a ser atribuído o prémio Nobel da Paz. Em Abril de 1968, aos 39 anos é morto a tiro por um fanático branco de extrema direita, na cidade de Memphis, morre o homem mas não morre o sonho! Hoje apesar das inúmeras leis continuamos a sonhar contra a injustiça social e racial.

Pedro, Ruben e Ricardo 9ºA

1 comentário:

  1. Eu Tenho Um Sonho

    28 de agosto de 1963 Washington, D.C.

    Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de Indepêndencia, estavam assinando uma nota promissória de que todo norte americano seria herdeiro. Esta nota foi a promessa de que todos os homens, sim, homens negros assim como homens brancos, teriam garantidos os inalienáveis direitos à vida, liberdade e busca de felicidade.

    Mas existe algo que preciso dizer à minha gente, que se encontra no cálido limiar que leva ao templo da Justiça. No processo de consecução de nosso legítimo lugar, precisamos não ser culpados de atos errados. Não procuremos satisfazer a nossa sede de liberdade bebendo na taça da amargura e do ódio. Precisamos conduzir nossa luta, para sempre, no alto plano da dignidade e da disciplina. Precisamos não permitir que nosso protesto criativo gere violência físicas. Muitas vezes, precisamos elevar-nos às majestosas alturas do encontro da força física com a força da alma; e a maravilhosa e nova combatividade que engolfou a comunidade negra não deve levar-nos à desconfiança de todas as pessoas brancas. Isto porque muitos de nosssos irmãos brancos, como está evidenciado em sua presença hoje aqui, vieram a compreender que seu destino está ligado a nosso destino. E vieram a compreender que sua liberdade está inextricavelmente unida a nossa liberdade. Não podemos caminhar sozinhos. E quando caminhamos, precisamos assumir o compromisso de que sempre iremos adiante. Não podemos voltar.

    Digo-lhes hoje, meus amigos, embora nos defrontemos com as dificuldades de hoje e de amnhã, que eu ainda tenho um sonho. E um sonho profundamente enraizado no sonho norte americano.

    Eu tenho um sonho de que um dia, esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: "Achamos que estas verdades são evidentes por elas mesmas, que todos os homens são criados iguais".

    Eu tenho um sonho de que, um dia, nas rubras colinas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos senhores de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade.

    Eu tenho um sonho de que, um dia, até mesmo o estado de Mississipi, um estado sufocado pelo calor da injustiça, será transformado num oásis de liberdade e justiça.

    Eu tenho um sonho de que meus quatro filhinhos, um dia, viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele e sim pelo conteúdo de seu caráter.

    Quando deixarmos soar a liberdade, quando a deixarmos soar em cada povoação e em cada lugarejo, em cada estado e em cada cidade, poderemos acelerar o advento daquele dia em que todos os filhos de Deus, homens negros e homens brancos, judeus e cristãos, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar com as palavras do antigo spiritual negro: " Livres, enfim. Livres, enfim. Agradecemos a Deus, todo poderoso, somos livres, enfim.

    ResponderEliminar